Mirtes

Chá, chá de mandrágora
Pérolas do fundo do mar
Vão te encantar
Água, água e sal cristal
Para temperar
Volúpias á beira mar
Noite de lua
É quarto crescente
Orgias em Bagdá
Forcas Ocultas
Deusas do céu, do ar
Me ajudem a conquistar
O coração de um Deus
Pó, pó de calendula
Flores pra te perfumar
Com cheiro de amor
Chá, chá pra hipnotizar
Cultos e paixões
Feitiços ao som do mar
O sol no poente
O mar nunca mente
Magias no meu olhar
Forças Ocultas
Deusas do céu, do ar
Me ajudem a conquistar
O coração de um Deus...

Composição: Tânia Alves
Mirtes

No silêncio da noite vazia
Teu amor voraz
Enlouquece o balanço das horas
Querendo mais
Derramando a lua da praia
Sobre meu lençol
E é por isso que eu nunca te espero
Sob a luz do sol
Em meus sonhos eu sempre te vejo
Devorando-me
Arrastada por esse desejo
Vou até o fim
Nessa hora ninguém como tu
Que me ama com a fome do amor
Que aquece meu nome
Beijando meu corpo
Que cai num abismo maior
Devora-me outra vez
Me abraça me toca e machuca
Me leva até onde eu nem sei
Devora-me outra vez
Devora-me outra vez
Me castiga com os teus desejos
Que esse amor eu guardei só pra ti

Composição: P. Hernandez - Versão: Fausto Nilo
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Mirtes

É de manhã, vem o sol
Mas os pingos da chuva que ontem caiu
Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre que me traz esta canção

Quero que você me dê a mão
Vamos sair por aí sem pensar
No que foi que sonhei
Que chorei, que sofri
Pois a nossa manhã
Já me fez esquecer
Me dê a mão vamos sair
Pra ver o sol

Composição: Dolores Duran/Tom Jobim
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Mirtes

Ele é casado e eu sou a outra,
Na vida dele,
Que vive qual uma brasa,
Por lhe faltar
Tudo em casa.

Ele é casado e eu sou a outra,
Que o mundo difama,
Que a vida, ingrata, maltrata,
E, sem dó, cobre de lama.

Quem me condena,como se condena
Uma mulher perdida,
Só me vêem na vida dele,
Mas não o vêem, na minha vida.

Não tenho lar, trago o coração ferido,
Mas tenho muito mais classe,
Do que quem não soube prender o marido.

Fonte:  Letras e Musicas
Mirtes

Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.

Lya Luft
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Mirtes

As pessoas que por ali passam
Não notam os olhares.
Os olhares sem esperança,
tanto da menina que dança
ou da moça a chorar.

A esperança de algo mudar
dança no olhar
tanto das pessoas que ali vivem
ou que ali morrem.

O tempo passa
nada muda
não chega ajuda.

Mais a esperança ainda dança
no olhar da criança
tanto da menina que dança
ou do menino que canta.
Do velho a morrer
e da criança a nascer.

O tempo passando
nada vai mudando.
E as pessoas
que por lá passam
continuam a não notar.

Isadora Crespo em 04/03/2008 (Minha Sobrinha)


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Mirtes

Chora a tristeza de viver assim
A loucura tomará conta de mim
Por que você me abandonou?
E eu que lhe dediquei
Todo um grande amor
Vou pelas noites a vagar
Até você voltar num raio de sol
Mas se sentir que vale a Pena
Venha matar saudades
Mas venha pra ficar