Mirtes
Mais uma vez o tempo me assusta.
Passa afobado pelo meu dia,
Atropela minha hora,
Despreza minha agenda.
Corre prepotente,
A disputar lugar com a ventania.
O tempo envelhece, não se emenda.

Deveria haver algum decreto
Que obrigasse o tempo a desacelerar
E a respeitar meu projeto.
Só assim, eu daria conta
Dos livros que vão se empilhando,
Das melodias que estão me aguardando,
Das saudades que venho sentindo,
Das verdades que ando mentindo,
Das promessas que venho esquecendo,
Dos impulsos que sigo contendo,
Dos prazeres que chegam partindo,
Dos receios que partem voltando.

Agora, que redijo a página final,
Percebo o tanto de caminho percorrido
Ao impulso da hora que vai me acelerando.
Apesar do tempo, e sua pressa desleal,
Agradeço a Deus por ter vivido,
Amanhecer e continuar teimando ...

Flora Figueiredo

Fontes:
www.encantosepaixoes.com.br
www.enigmasescondidos.blogspot.com/Imagem
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2 Responses
  1. SolBarreto Says:

    Adorei o texto....
    Tao meu momento"Dos livros que vão se empilhando,
    Das melodias que estão me aguardando,
    Das saudades que venho sentindo,
    Das verdades que ando mentindo,
    Das promessas que venho esquecendo,
    Dos impulsos que sigo contendo,
    Dos prazeres que chegam partindo,
    Dos receios que partem voltando"


  2. Quem dera o tempo fosse tempo para nos dar tempo de ter tempo para o tempo.

    Apesar de passar indiscriminadamente, até nos atropelando, ele é nosso amigo. Ele nos faz amolecer o coração quando é necessário, endurecê-lo quando é preciso... enfim, ele pode ser nosso amigo.

    Adorei o seublog!

    Uma beijoca de: http://pequenocaminho.blogspot.com


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