Mirtes
Se é verdade que tu és alegria
contagia-me com teu riso...

Se é verdade que és aconchego
toma a minha vida e me cuida...

Se é verdade que és ternura
dize-me ao ouvido doces palavras...

Se é verdade que és sedução
faz do teu corpo o meu abrigo....

Se é verdade que és carinho
embala os sonhos meus...

Se é verdade que és luz
ilumina os meus passos no caminho...

Se é verdade que és o presente
elege o meu futuro como teu...

Se é verdade que és esperança
deixa-me conhecer a tua paz...

Se é verdade que és amor
nada mais tenho a desejar...

Maria Tereza
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Mirtes
Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mário Quintana
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Mirtes
Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vem,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolía
seu interminável fuso!

Nao me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
nao é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles
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Mirtes
Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava

Oswaldo Montenegro
Mirtes
Se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver
com garra

eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto

ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio

daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse...

Alice Ruiz
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Mirtes

Chá, chá de mandrágora
Pérolas do fundo do mar
Vão te encantar
Água, água e sal cristal
Para temperar
Volúpias á beira mar
Noite de lua
É quarto crescente
Orgias em Bagdá
Forcas Ocultas
Deusas do céu, do ar
Me ajudem a conquistar
O coração de um Deus
Pó, pó de calendula
Flores pra te perfumar
Com cheiro de amor
Chá, chá pra hipnotizar
Cultos e paixões
Feitiços ao som do mar
O sol no poente
O mar nunca mente
Magias no meu olhar
Forças Ocultas
Deusas do céu, do ar
Me ajudem a conquistar
O coração de um Deus...

Composição: Tânia Alves
Mirtes

No silêncio da noite vazia
Teu amor voraz
Enlouquece o balanço das horas
Querendo mais
Derramando a lua da praia
Sobre meu lençol
E é por isso que eu nunca te espero
Sob a luz do sol
Em meus sonhos eu sempre te vejo
Devorando-me
Arrastada por esse desejo
Vou até o fim
Nessa hora ninguém como tu
Que me ama com a fome do amor
Que aquece meu nome
Beijando meu corpo
Que cai num abismo maior
Devora-me outra vez
Me abraça me toca e machuca
Me leva até onde eu nem sei
Devora-me outra vez
Devora-me outra vez
Me castiga com os teus desejos
Que esse amor eu guardei só pra ti

Composição: P. Hernandez - Versão: Fausto Nilo
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